quarta-feira, 8 de julho de 2009

Já houve vida inteligente na música sertaneja brasileira!

As melhores capas de disco que você não viu

Laboratório & Medicamento?


Susto & ... Rodrigo?!?!


Muito antes de Christian & Ralph...


A Rede Globo deveria processar ou colocar na trilha da novela?


Hmmmm... sei não...

Tá certo, então.


Top 5.

Veja bem: este é o Volume 6 de Perito & Paquera. Muito respeito, portanto.



Mesmo figurino dos Rolling Stones na capa do álbum Dirty Work. Quem imitou quem?

The Gold Rush by...

Sem comentários.

Na minha terra, isso tem outro nome.

Na estica.

Essa vai para o pessoal do PSDB


Medalha de Bronze!

O "Y" dá um toque todo especial, né, não?


Sem comentários II


O Itamaraty precisa ver isso.


O que cativante tem a ver com continente, eu fiquei sem entender.


Teria havido na impressão da capa?

Esses caras estavam precisando de uma ajuda.


Como foi que ninguém pensou nisso antes?


Medalha de Prata!!!

Para terminar...



E a medalha de ouro vai para...


A coleção de pérolas da música sertaneja brasileira veio do grande amigo, músico e escritor Paulo Garfunkel, mundialmente conhecido como Magrão; autor de belas canções, além do roteiro (em parceria com este que vos escreve) e da trilha sonora do documentário "Cabeça do Cachorro", que sai do forno neste segundo semestre de 2009. Magrão também é o criador do Vira-lata, a melhor HQ brasileira de todos os tempos.

Para a minha geração, que só conhece esse sertanejo metido à country, esse bando de Leonardo, Di Camargo e Daniel, do cara..., o senso de humor e a coragem desses cabras são extraordinários. Um salve para Franco & Montoro, Bátima & Robson, Monetário & Financeiro, entre outros. Mas Divisor & Consciente, é realmente espetacular!




sexta-feira, 5 de junho de 2009

My Boy, um som para Sarita Catatau!

ERRATA: na mensagem anterior, disse que a Sonia Abraão foi jurada do programa de 1982. Errado. Ela foi jurada em um programa de 1985. Nesse que eu descrevi, a jurada era Monique Evans.

NO FOTO do último post, as chacretes Rita Cadillac e Lia Hollywood, com público do auditório do Chacrinha.

Apesar da qualidade sofrível, este vídeo vale a pena, a começar pela propaganda logo no início:




As primeiras mulheres a aparecerem no Programa do Chacrinha, ainda em 1962, eram chamadas de Tevezinhas. Escolhidas dentro do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio, entravam apenas na abertura e no final do programa, com roupas que não despertavam a libido de ninguém. Os tempos eram outros.
Na TV Excelsior, em 1967, houve a mudança radical no visual, na presença de palco e na própria seleção das moças. Saíram as bailarinas, entraram mulheres fatais. A repercussão na audiênia foi rápida e Chacrinha logo percebeu que tinha um grande produto (além dele próprio), no programa. Por isso, as Chacretes sempre tiveram espaço para solos e closes generosos durantes as apresentações dos artistas. Há fatos históricos, inclusive: o primeiro close de bunda na televisão brasileira aconteceu quando o Chacrinha era exibido pela Band, em 1978. A bunda era de Rita Cadillac. Os nomes, aliás, eram muito importantes. As chacretes eram analisadas pelo patrão minuciosamente até que ele chegava ao veredicto, o que podia acontecer semanas depois de sua estréia no show: "Quando eu disser, 'um som para Lia Hollywood' você entra, tá?".

Segue uma lista dos nomes de chacretes apurados até agora:
  • A Loura Sinistra - Marlene Morbeck, foi a primeira chacrete a ficar famosa; depois virou figurinista do programa;
  • Rita Cadillac - a mais famosa; fazia cara de antipática, metida; era vaiada pelas meninas do auditório. No momento do 'roda, roda, roda e avisa', fazia um círculo bem pequeno com o dedo - o que levava a imaginação dos mais afoitos a mundos distantes;
  • Lia Hollywood - foi levada por uma amiga que já dançava no programa. Ao conversar com Leleco, filho do chacrinha e diretor do programa, ele pediu para que tirasse a roupa. Ela tirou, ele disse: "por mim, já está dentro.";
  • India Amazonense - na verdade, era mineira e mulata, mas ninguém estava interessado na verdade. Posou nua (junto com Rita, Lia e Fátima Boa Viagem) para uma revista de reputação duvidosa, a Internacional, dos anos 80. A direção da Rede Globo havia acordado com a produção do Chacrinha que as chacretes tinham de dar uma limpada na imagem, ligada à trabalhos extras em casas de pouca ou nenhuma reputação. Havia até uma chefona linha-dura, a Dalva, responsável por controlar o assédio dos homens sobre as garotas;
  • Sarita Catatau - uma das mais "pilhadas", durante os programas dos anos 80;
  • Leda Zepellin (nome fantástico, na linha, 'como foi que eu não pensei nisso antes!');
  • Susy Polivalente;
  • Índia Poti;
  • Rose Cleópatra;
  • Sueli Pingo de Ouro;
  • Fernanda Terremoto;
  • Gracinha Copacabana (clássica);
  • Daisy Cristal;
  • Áurea Figueiredo;
Quem souber mais, por favor...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Alô, Dona Margarida! Como vai sua perseguida?



Na última semana de maio, fiz uma pesquisa no Cedoc da TV Globo, no Rio, para a biografia da Rita Cadillac. Assisti a sete horas de material da rede, tudo do começo dos anos 80. Devia ser matéria de qualquer curso de humanidades, numa boa. É muita informação sobre um Brasil, que ainda esta logo aí. Aliás, o Rio é Chacrinha e anos 80 até hoje. Numa boa...
Segue um resumo do programa de 05 de junho de 1982, (no You Tube há vídeos da mesma época):
Chacrinha reestreara na Globo havia três meses, a energia com que apresenta é notável. O programa tem um ritmo alucinante, mais dinâmico do muitos programas atuais. É especial porque, naquela tarde, o Velho Guerreiro estregava o famoso "Disco de Ouro" para "os melhores artistas do primeiro semestre".
O apresentador vestia paletó prateado brilhante, cartola, com rosa vermelha e disco de telefone pendurado no pescoço. Os jurados fixos eram Elke "Paiiiinho" Maravilha e Edson Santana (aquele que brigava com o auditório); nesse dia ainda foram: Mario Gomes ("Quem quer a banana do Mario Gomes?!"), Sonia Abraão (vejam vocês!), Lady Francisco (clássico absoluto) e Maitê Proença (que, perdida no meio do palco, fala no microfone do Chacrinha: "pra onde eu vou?"). O clima é de Copa do Mundo, camisas da seleção de 82 por toda parte, bolas de futebol no cenário. De vez em quando, em cima da apresentação de algum artista, entrava uma imagem do jogo Brasil 2 x 1 URSS, os golaços de Sócrates e Eder.
O "Disco de Ouro" era um troféu pequeno, que mal aparecia no vídeo em plano aberto. O artista não conseguia segurar direito, lembrava aqueles canudos de drink com azeitona na ponta ou um guarda-chuva miniatura. Naquela tarde, receberam o tal prêmio:

"Vamos rrrrreceberrrrr... Vamos rrrrrreceberrrr..."
  1. Rádio Taxi - "Garota dourada, quero ser seu irmão, eu sou seu irmão-namoraduuu", que coisa! Wander Tafo, que teria mais tarde uma banda de hard rock com seu nome, era o band lider. Enquanto o playback rola sem culpa, as Chacretes, com o figurino cartola e terninho-maiô, dançam sensualmente para a câmera; o sonoplasta My Boy insere efeitos de áudio "póin!", quando a câmera passa pelo corpo das moças, um efeito visual do tipo "radar" aparece bem ali, no ventre. Coisa fina. Às vezes, uma voz grossa invade a música: "Hmmm, com essa eu caso!"
  2. Biafra - "Sabe, você tem um jeito todo especial quando diz eu te amo...". Enquanto ele canta, uma das chacretes atira pepinos, bananas, abacaxis para o auditório; outra oferece fatias de melancia que as pessoas da primeira fila saboreiam frente às câmeras. Chacrinha puxa reações do público a todo instante: "Ele merece, ele merece...". Atira um bacalhau no Russo (lembra dele?).
  3. Ricardo Graça Mello - "Garota eu vou pra Califórnia...". A guitarra era maior do que ele.
  4. Lulu Santos - "De leve, de leve que é na contramão; de leve, que é contravenção", uma versão ridícula de Get Back, dos Beatles. Se ele pudesse ver essa fita...
  5. A coisa era muito louca. No meio do ano, Chacrinha embala um "Maria Sapatão", que o auditório acata com a maior animação. "Terezinha...".
  6. Amelinha, "A rainha do Ceará" - numa aula de história: "Uma luta de exércitos gregos e troianos, por Helena, a mulher de Menelau, a história do cavalo de pau..." (não vale rir! depois vem a parte famosa, poesia pura), "Mulher nova, bonita e carinhosa, faz o homem gemer sem sentir dor".
  7. Roupa Nova - segundo Chacrinha, "o maior conjunto do Brasil". Eles cantam "Clarear": um pouco de luz nessa vida, um pouco de luz em você!
  8. Anões vestidos de soldados ingleses fazem malabarismo na parte de cima do palco, sobre os tubos de neon por onde surgiam os artistas.
  9. Gilliard - "o rei de Santo André": aquela nuvem que passa lá em cima sou eu.
  10. Guilherme Arantes - "Porque eu sou mais romântico que a lua cheia".
  11. Benito di Paula - "Ê criança presa em brinquedos e trapaças, quase sem história pra contar...". Que benito, hein?
  12. E a lista seguia com: Fábio Jr, Fevers, Pepeu Gomes, A Cor do Som, Gal Costa, Amado Batista, Baby Consuelo, Sidney Magal, Joana, Antônio Marcos, Belchior e Márcio Greick (who?).

domingo, 17 de maio de 2009

"rita cadillac é mãe de nós"





a frase acima é o refrão da música "rita cadillac", da banda carioca acabou la tequila. saiu no álbum "acabou la tequila" (veja só), de 1994. é divertida.
gente conhecida fez parte da banda como kassin, mais lembrado pela parceria com domenico e moreno veloso. o disco ainda conta com um joão donato, sim, ele mesmo, meio deslocado, mas sempre bom.
"antigamente era mais fácil, todo mundo se entendia. vida, morte, sexo e filosofia. quando rita cadillac desfilava, no cassino-discoteca do chacrinha".

lembrei da música ao olhar novamente para as fotos que fiz da rita ao se preparar para uma gravação de filme pornô no motel caribe, na avenida marquês de são vicente, barra funda, são paulo.
o ano é 2007. no dia foi muito tenso, mas está ficando um dos capítulos mais interessantes do livro. rita é uma verdadeira artista, de um tipo cada vez mais raro.

terça-feira, 12 de maio de 2009

som de hoje

youngblood brass band, álbum center. level. roar. (2003):

destaque para "human nature", sim, aquela do michael jackson, em versão instrumental / brass.

na página da banda é possível conferir uns sons...

http://www.youngbloodbrassband.com/site/site_index.html

Matéria finalista Prêmio Abril de Jornalismo 2009



Reportagem publicada na National Geographic Brasil em março de 2008. Concorreu ao Prêmio da Editora Abril na categoria "Matéria completa - ciência". (FOTOS: ARAQUEM ALCANTARA)
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_272760.shtml

Do encontro com o fotógrafo Araquem Alcântara para a realização desta matéria surgiu o projeto do livro "Cabeça do Cachorro" (lançado em dezembro de 2008) e o documentário do mesmo nome (em finalização).

Veja matéria da Rolling Stone:
http://www.rollingstone.com.br/edicoes/30/textos/3647/
(obs: o crédito de sociólogo eu fiquei sem entender também)

Revista Trip#169 Agosto de 2008

Reportagem para o Especial Saber da Revista Trip (FOTO: ROBERTO SETTON).
Flavio Sampaio é um professor de balé cearense que, depois de rodar o mundo dançando, voltou para a sua Paracuru e fez a cidade toda amar o balé clássico. Com um detalhe: a maioria dos alunos é cabra macho.

http://revistatrip.uol.com.br/revista/169/especial/marcado-para-bailar.html

Uma tarde em Mossoró, R. G. do Norte, em reunião com a direção de comunicação da Petrobras na região para tratar das gravações de um institucional, chegávamos àquele final de reunião, repleto de amenidades com a apresentação dos projetos de responsbilidade social da empresa, até que o tal diretor passa a falar de um projeto que eles apoiavam (mas que ali ele não tinha nenhum material de divulgação); um bailarino que já tinha dado aula na Europa e no Bolshoi, e havia montado uma escola de balé clássico em sua cidade natal, no Ceará, a qual tinha a peculiaridade de ter uma enorme procura por parte dos meninos de toda a região.
Dois meses depois, cheguei em Paracuru acompanhado do Roberto Setton, fotógrafo dos bons, que topou encarar na raça a viagem de Sampa ao Ceará, sem garantias de publicação.

Descendo o Rio Negro





O mês de julho de 2005 foi especial. Filmagem de um documentário na Amazônia, em área particularmente isolada e bela, com tempo perfeito (para as características do clima na Amazônia) e situações incríveis. A Manoela completava um ano e o Tricolor era tricampeão da Libertadores - o jogo final (4 x 0 no Atl/PR) foi visto, via parabólica, no barco em que viajávamos que estava ancorado em local paradisíaco entre S. Gabriel da Cachoeira e Sta Isabel do Rio Negro, a mais ou menos 800 km de Manaus.
Este é o trailer do "Histórias do Rio Negro", documentário longa-metragem realizado pela Academia de Filmes, com direção de Luciano Cury, com base em argumento do médico e escritor Drauzio Varella.
A produção de personagens e a pesquisa de conteúdo foram feitas por mim nos meses que antecederam a filmagem, realizada de uma única vez, em viagem de quinze dias dentro do belo barco regional amazônico, Escola da Natureza.

Trailer "Histórias do Rio Negro"






segunda-feira, 11 de maio de 2009

11 de maio

Primeira mensagem.
Mais um teste para ver como fica...

Inclusão de trabalhos, dos mais antigos aos atuais.